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OLIVIA
Natural de Azóia
de Cima, concelho de Santarém, nasceu em 1925, no seio de uma
família estruturalmente cristã e trabalhadora, e faleceu na Póvoa de Santa Iria, a 17 de Setembro de 1962.
Filho de David
Duarte e de Silvia da Conceição Duarte, foi o primeiro Prior
nomeado para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, na Póvoa de
Santa Iria, inaugurada a 24 de Junho de 1956, com a presença do
Sr. Cardeal-Patriarca.
Dotado de um
forte carácter humanista, o seu inesperado falecimento deixou
marcas de profunda tristeza e saudade na população. Piedoso, o
padre Manuel Duarte irradiava simpatia, falava a toda a gente,
sabia ser popular e teve sempre um comportamento exemplar.
Além da sua
actividade sacerdotal, sempre exercida com grande dedicação,
dignidade e devoção, em Maio de 1959, inicia a publicação do
Boletim Paroquial “O Nosso Jornal”, sendo director, editor e
proprietário.
Pautou sempre o
seu trabalho de pároco com aquele espírito de caridade e
tolerância que dava aos crentes o reforço da sua fé e aos
descrentes o respeito pela igreja que representava, fazendo
amigos com facilidade, em todos quantos tiveram o privilégio de
com ele conviver e que muito admiravam a sua bondade e
humildade.
O seu interesse e
amor ao próximo manifestava-se pela acção social, num discreto
repartir dos seus proventos pelos mais necessitados, tendo a
seu cargo a presidência do “Centro de Assistência Paroquial”,
inaugurado a 24 de Junho de 1956, distribuindo alimentos e
medicamentos às crianças pobres e fornecendo um pequeno-almoço
diário a mais de cem crianças.
A Rua Padre
Manuel Duarte começa e finda na Avenida Dom Vicente Afonso
Valente. Perpetuando a sua memória, o seu nome ficou gravado na
toponímia Povoense desde 1982.
Nasceu
no lugar de Vale Flores, em Santa Iria de Azóia, a 9 de Janeiro
de 1906 e faleceu na Póvoa de Santa Iria, com 83 anos de idade,
a 1 de Dezembro de 1989. Filha de António da Costa e de
Gertrudes da Conceição, casou aos 22 anos, por procuração, com
Augusto Morais, a 27 de Janeiro de 1929, seguindo para Angola ao
encontro do seu marido.
De regresso a
Portugal, empregaram-se na “Soda Póvoa” mas, tempos depois,
descobriu que tinha vocação para parteira. Sem formação
académica, foi durante muitos anos a “Parteira da Póvoa”, a
“Tia Olivia”, como era conhecida aquela a quem muitas
parturientes pediram assistência, confiando no seu saber.
Acudiu a todas elas desinteressadamente, a qualquer hora do dia
ou da noite.
Pode afirmar-se
que pelas suas mãos vieram ao mundo muitos naturais da Póvoa de
Santa Iria, quando os hábitos e os recursos impediam os partos
nas Maternidades. Olívia Morais granjeou fama e respeito pelo
seu saber e experiência e nela confiavam os médicos que,
quando chamados, perguntavam quem era a parteira. Se lhes
respondiam que era a “Tia Olívia”, sempre responderam: “então
estão bem entregues”.
Trabalhava com
entusiasmo, dedicação, carinho e abnegação e, na maioria dos
casos, não cobrava proventos pelo seu trabalho, não obstante
ter que prestar assistência por vezes em condições muito
difíceis. Com a idade de 82 anos, ainda orientou, com a sua
acumulada experiência, o nascimento do seu bisneto.
A “Comissão de
Toponímia sugeriu o seu nome para uma rua, proposta aprovada
pela Assembleia de Freguesia, em 21 de Fevereiro de 1992.
Assim, Olivia de Morais ficou perpetuada na toponímica local,
dando nome à rua que começa na Estrada Nacional 10 e finda no
Bairro do Olival.
A Junta de
Freguesia, no dia 8 de Março de 1994, prestou-lhe uma justa e
merecida homenagem póstuma, de apreço e gratidão, que foi
sentida por toda a população, tendo sido distribuídas rosas às
senhoras presentes. Nesse dia, a fanfarra dos Bombeiros
Voluntários da freguesia acompanhou a comemoração, durante a
qual usaram da palavra Agripina Moreira e Dias de Almeida,
presidente da Junta de Freguesia, que enalteceram as
qualidades humanas e profissionais da homenageada.
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