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HISTÓRIA
DO BRAZÃO
A sua ordenação subordinou-se a elementos seleccionados do nosso
património histórico, identificados com o que é autêntico e
válido de todo um vasto conjunto de realidades construídas ao
longo do tempo.
Campo: -Vermelho, tendo em chefe:
-Leão de ouro, armado e lampassado de azul, carregado de três
faixas, cada faixa furada com seis peças de ouro (Valente) a
representar D. Vicente Afonso Valente, cónego da Sé de Lisboa,
que instituiu o "Morgado da Póvoa" em 1336, em benefício
do seu irmão, Lourenço Afonso Valente, cavaleiro.
O Morgado foi crescendo em
importância e extensão, pertencendo sucessivamente, à família
dos Valentes, Senhores da Póvoa, depois e sempre por laços
familiares, passou aos Castelo-Brancos, aos Lencastres e por
último aos Távoras. Os Valentes eram da pequena nobreza,
escudeiros e cavaleiros, os Castelo Brancos, senhores de
Portimão e Condes de Vila Nova de Portimão. O Leão segura uma
roda dentada, símbolo da indústria que nos fins do século XIX e
tendo o rio Tejo, como meio privilegiado para escoamento
dos produtos se implantaram na área da freguesia. Em
contrachefe: -Três faixas ondeadas de prata e duas de azul, a
representar o rio Tejo, marcando a forte ligação entre o
rio e a população na sua origem de pescadores e marítimos, que
desde tempos remotos tiveram como actividade principal a pesca,
a extracção do Sal e os transportes fluviais.
“Acontecimentos
históricos"
1461- O Rei D. Afonso V, faz doação
a D. Gonçalo Vaz de Castelo Branco, das marinhas de sal da Póvoa
até à Verdelha.
1476- D. Gonçalo distingue-se na
batalha de Toro, em que comandava 180 homens a cavalo, todos
por ele armados e equipados. Em recompensa foi nomeado donatário
de Vila Nova de Portimão.
1521- D. Martinho Vaz de Castelo
Branco, 1 ° Conde de Vila Nova de Portimão, comanda a frota
nupcial que conduziu Dª. Beatriz, Princesa de Portugal, a
Sabóia.
1578- Morrem em Alcácer Quibir, D.
Martinho de Castelo Branco Valente, 9° Senhor da Póvoa e o
seu irmão, D. Diogo de Castelo Branco, combatendo valorosamente
junto do Rei D. Sebastião.
1647- Detidos na Póvoa de Santa
Iria, Domingos Leite Pereira e Roque da Cunha, que a soldo do
rei de Espanha, pretendiam assassinar o rei D. João IV.
1807 -D. Pedro de Lencastre, 16°
Senhor do Morgado da Póvoa, foi nomeado Presidente e membro da
Regência do Reino, durante a ausência do Rei D. João VI.
1859- Primeira fábrica de adubos
químicos instalada na Póvoa.
1912- Alberto Sanches de Castro,
realiza no Mouchão da Póvoa, o
primeiro voo em aeroplano com motor, realizado em Portugal.
1916- Criada a freguesia de Póvoa de
Santa Iria.
1934- A "Solvay" funda na Póvoa de
Santa Iria a "Soda Póvoa", chegando a criar mais de 1.200 postos
de trabalho.
1956- Inauguração da Igreja de Nossa
Senhora de Fátima.
1976- Primeiras eleições autárquicas
livres e democráticas.
Eleitos: -Vítor Hugo Bernardino;
Amândio Gonçalves Amaro; Joaquim António Baião; Manuel Fiúza
Costa; Casimiro Rei; António da Silva Godinho; António
Diamantino Nabais; Alfredo Lopes Duarte e Guilherme Pereira
Gomes.
1985-A povoação é elevada à
categoria de Vila.
1986- Início das festas anuais
comemorativas de elevação a Vila, sendo presidente da Junta de
Freguesia, Rui Rafael Mateus Araújo.
1998- Aprovação e publicação oficial
do Brasão da Póvoa de Santa Iria.
1999- Elevação da Vila a Cidade.
1999- Inauguração do novo quartel
dos bombeiros, com a presença do ministro adjunto e da
Administração Interna, Fernando Gomes.
História da Póvoa de
Santa Iria
(resumo)
D.
Vicente Afonso Valente. cónego da Sé de Lisboa, instituiu em
1336 o "MORGADO DA PÓVOA" em beneficio do seu irmão, Lourenço
Afonso Valente.
O MORGADO foi crescendo em
importância e extensão, pertencendo sucessivamente, à família
dos Valentes, "OS SENHORES DA PÓVOA", depois e sempre por laços
familiares, passou aos Castelo-Brancos, aos Lencastres e por
último aos Távoras.
Os Valentes eram da pequena nobreza,
escudeiros e cavaleiros.
Os Castelo-Brancos foram senhores
de Portimão e Condes de Vila Nova de Portimão.
Os Lencastres e Távoras vieram a
obter o título de "Marquês de Abrantes".
O lugar da Póvoa pertenceu à
"ALDEIA DE EREYN (Iria), onde desde tempo remotos existia a
presença humana testemunhada pelos seguintes elementos:
Período Romano: - epitáfio de um
tal Julius Rufinus, designado como Olisiponensis e ânforas
ovóides, encontradas no Mouchão da Póvoa.
Visigótico: - foram postas a
descoberto na Quinta de Santo António quatro sepulturas e
encontradas algumas moedas (trientes).
Árabe: - topónimo Azóia e Balata,
que é, ainda hoje, apelido de algumas famílias.
Medieval: - em recentes escavações,
efectuadas no lugar da Bolonha, foram encontradas inúmeros
fragmentos de cerâmica e moedas de D. Sancho II.
O Morgado está estreitamente
ligado à história da Póvoa que durante mais de três séculos foi
designada por PÓVOA DE DOM MARTINHO".
O Sal e o Azeite desempenharam um
importante rendimento do Morgado permitindo aumentar, em muito,
o poder económico dos seus proprietários. Situava-se na
freguesia de Santa Iria e foi pertença do “TERMO DE
LISBOA” pertenceu aos concelhos de ALVERCA, VILA FRANCA DE
XIRA, LOURES e por último novamente a Vila Franca de Xira.
Extintos os Morgados em 1863, o lugar da Póvoa passou a
designar-se Póvoa de Santa Iria.
Povoação com forte ligação ao rio Tejo, e a população na sua
origem de pescadores e marítimos, que desde tempos remotos
tiveram como actividade principal a pesca, a extracção do sal e
às transportes fluviais.
Com a inauguração do Caminho de Ferro em 1856 instala-se na área
da freguesia a primeira fábrica de adubos químicos em Portugal,
iniciando-se a expansão industrial facilitada pelo escoamento
fácil dos produtos e aproveitando as matérias
primas essenciais para o produto
final, o sal marinho e os calcários da cortina montanhosa
de Vialonga.
A criação da freguesia data de 1916,
desanexada do concelho de Loures em 1926 e integrada no
concelho de Vila Franca de Xira.
Na segunda metade do século XX,
gera-se um acentuado crescimento demográfico que vai não só
descaracterizar a povoação mas também transformá-la num enorme
dormitório.
Com uma dinâmica oferta de serviços
em constante expansão e elevada à categoria de Vila em 1985 e a
cidade em 1999, com aproximadamente 30 mil habitantes, é
presentemente uma das cidades de Portugal com menos população
envelhecida.
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