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CAMINHO DO MARQUÊS

 

 

 

 Anteriormente é provável que tenha sido referido como (Caminho do Conde).

 

É a partir de 1789 que D. Pedro de Lencastre da Silveira Castelo Branco de Almeida Sá e Menezes, 16º Senhor do Morgado da Póvoa, comendador-mor de Avis, bisneto da filha terceira do 1º Marquês de Abrantes, herdou este título, vindo a ser o 5º.

 

 Era ele representante dos títulos de Conde de Sortelha, Figueiró, e de

Vila Nova de Portimão, vindo a obter o de Pariato do Reino, a 30 de Abril

de 1826.

 

Nasceu a 28 de Julho de 1762 e faleceu a 26 de Março de 1828, casou  a 6

de Novembro de 1780 com Dª Maria Joana Xavier de Lima, filha de Tomás Xavier de Lima Teles da Silva, Marquês de Ponte do Lima .

 

Foi presidente e membro da regência do Reino, durante a ausência de

D. João VI no Brasil, iniciada a 26 de Novembro de 1807, devido ás invasões Francesas.

 

Demitido do seu cargo por Junot, fez parte da comissão Portuguesa que foi a Baiana a 27 de Abril de 1808, para tratar com Napoleão.

 

Pouco tempo depois, rebentava em Portugal a revolta contra os Franceses,

e o imperador reteve como reféns até 1814, D. Pedro de Lencastre e seu

filho D. José.

 

D. José Maria de Piedade de Lencastre, filho de D. Pedro, como se disse, foi Major de Cavalaria, e um fervoroso defensor da causa de D. Miguel, sendo

um dos seus principais conselheiro e auxiliar, juntamente com o Tenente Paiva Raposo, o sargento José Veríssimo e o sota de cavalariças Leonardo,

na “Vila Francada” e nos acontecimentos de 30 de Abril de 1824 .

 

Casou com D. Helena de Vasconcelos e Sousa, que faleceu a 9 de Novembro de 1842, e o seu túmulo encontra-se na Igreja de Nª. Sª. da Piedade, na Póvoa de Santa Iria.

 

Existe também na freguesia da Póvoa, uma pedra lavrada e encimada com um brasão “Lencastre” e com a seguinte inscrição:

“Esta fonte/mandada fazer em 1783/por D. Pedro/Conde de Vila Nova de Portimão/Neste seu Morgado.”

 

Nota: O título de Marquês de Abrantes, foi criado por D. João V, em favor de D. Rodrigo Anes de Sá Almeida e Menezes, em 12 de Agosto de 1718.

Dª. Maria Sofia de Lorena, filha de D. Rodrigo, veio a casar com o 5ª Conde

de Vila Nova de Portimão, 14º Senhor do Morgado da Póvoa.

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É PRECISO CRIAR NOVAS CONDIÇÕES DE ATRAVESSAMENTO

DA VIA FÉRREA

 

Muitos de nós, autarcas, à data em que ficou decidida a construção de uma passagem inferior, para atravessamento da via férrea, optámos por esta solução por entendermos que era de longe muito mais favorável, pois todos conhecíamos os problemas que trazia uma passagem superior, principalmente para todas as pessoas mais idosas e doentes.

 

No entanto, antes de tomarmos a decisão da passagem inferior, não quisemos deixar de ouvir a população, em particular aqueles que residem na Av. Isidoro Costa, pois seriam eles os mais interessados.

 

Para o efeito, realizou-se uma Sessão Extraordinária da Assembleia de Freguesia em 28 de Novembro de 1996 e a opinião da população foi unânime em considerar como melhor solução a passagem inferior. De notar que, na mesma altura, a Associação D. Martinho emitiu também um comunicado onde expressava a mesma opinião, por considerar ser essa a alternativa que melhor defendia os interesses dos povoenses.

 

Mas como não há bela sem senão, o pior estava para vir, pois quando fizemos a opção pela passagem inferior, dissemos sempre aos dirigentes da CP que teriam de existir sempre rampas, para além das escadas. Nada, na altura, nos foi dito em contrário e, por isso, ficámos tranquilos, pois subir ou descer uma rampa é sempre menos cansativo do que fazê-los por escada, para além de permitir a passagem de deficientes que tenham de utilizar cadeiras de rodas, carrinhos de bébé, carrinhos de compras, etc..

 

Passados alguns meses, veio a CP dizer que afinal não era possível a execução de rampas, pois os técnicos tinham concluído que o perfil do terreno não permitia, devido a falta de inclinação, chegando mesmo a afirmar que, do lado da Rua Afonso de Albuquerque tinham que instalar o princípio da rampa junto da antiga PRESMALT o que, a nosso ver, era completamente impensável devido aos problemas de segurança, principalmente durante a noite.

 

 

Resta acrescentar que fomos postos entre a espada e a parede, pois o projecto estava completamente pronto e não se podia perder mais tempo,

sob pena de sermos culpabilizados pelo atraso da obra, e por outro lado a alternativa de uma passagem superior estava rejeitada definitivamente.

 

Perante tal cenário, não restava outra solução, pois como se costuma dizer,

do mal o menos, mesmo sem rampas continuamos a pensar que a

passagem inferior tem mais vantagens comparativamente a uma passagem superior, só com escadas.


De qualquer modo, decorridos cerca de dois anos e meio depois da entrada em funcionamento da referida passagem inferior, verifica-se que tal situação não pode ser encarada como definitiva, pois ela está longe de dar um mínimo de satisfação e, por isso, há que encontrar alternativas que sirvam com mais eficácia e comodidade a população.

 

Face aos projectos urbanísticos que vão desenvolver-se para toda a zona ribeirinha e para o local onde anteriormente estava a fábrica de moagem, o que vai aumentar de forma bastante significativa o movimento de pessoas entre o lado poente e nascente da cidade, pensamos que uma nova alternativa de atravessamento terá de ser encontrada.

 

Na minha opinião pessoal, essa alternativa deverá passar pela construção de uma passagem superior coberta, no estilo daquela que existe junto à estação de caminho de ferro de Alcântara, onde o acesso à mesma seria feito através de rampas suaves e nunca por escadaria.

 

A situação ideal seria mesmo a sua construção numa zona não muito afastada da ligação da Rua dos Marinheiros com a Av. Isidoro Costa, pois esse será sempre o caminho que nos conduz ao Tejo.

 

Obviamente que terá de ser um equipamento harmonioso, como aquele que referimos, e não umas toneladas de ferro elevadas, sem um mínimo de preocupação com o meio ambiente e o conforto das pessoas.

 

A Câmara Municipal terá aqui uma função importante a desempenhar, pois tal solução, para além de agradar a toda a comunidade povoense, também por certo agradaria aos construtores que vão desenvolver os referidos projectos na zona poente da cidade, daí poder eventualmente estabelecer-se  um acordo de parceria, uma vez que estão em jogo diversos interesses.


A nossa cidade ganharia muito com esta obra, uma vez que ela contribuiria de forma decisiva para a revitalização da Póvoa histórica, pois também não podemos esquecer a recuperação de toda a zona ribeirinha que está prevista e o facto dos povoenses estarem desejosos de restabelecer a relação afectiva que sempre

 

tiveram com o rio, o que acontecerá de forma mais intensa logo que o Bairro dos Pescadores dali sair, como se prevê.

 

Para terminar, um forte apelo à Câmara Municipal e também à Junta de Freguesia: encarem esta situação com determinação, pois estamos certos que se houver vontade política, a ligação das duas partes da cidade  poderão ser substancialmente melhoradas, pois não podemos esquecer que as condições actuais são extremamente limitativas da mobilidade das pessoas.

 

E agora mesmo para concluir, quero aqui deixar os meus votos de BOM NATAL a todos os povoenses e as maiores prosperidades para o ANO de 2001 e que este novo ano marque de forma decisiva uma viragem no desenvolvimento que todos nós ambicionamos para a nossa Cidade, com vista a uma melhor qualidade de vida. [...]                                                     

João Carlos Fernandes Nunes

                                                      Presidente da Assembleia de Freguesia

                                                                             da Póvoa de Santa Iria

 

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